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South of the Border – Oliver Stone

Ontem eu fui ver a premier do South Of The Border – documentário feito pelo Oliver Stone sobre o que a mídia dos EUA fala dos presidentes latinos e o que é a realidade da história. Muita gente, principalmente a própria mídia que é criticada no filme e direitistas, fala que o filme é pura propaganda. Eu posso até entender essa posição, afinal, se forem parar para discutir o que o filme realmente é iriam se meter numa furada já que teriam que falar deles mesmos.. então o que sobra são críticas vazias de que é propaganda, de que o Oliver Stone não pronuncia corretamente o nome do Chavez no filme (critica feita pelo New York Times e que foi respondida pelo próprio diretor aqui.) …

A premier em SF foi organizada pelo movimento FMLN do norte da california juntamente com o Mission Cultural Center (para quem não sabe o Mission é o bairro latino de SF). Os convidados especiais da noite eram militantes e ativistas de diversas organizações e movimentos latinos da região da bahía. Depois do filme houve um debate com o consul da Venezuela em SF e com o jornalista salvadorenho Roberto Lovato e quando começaram as perguntas uma ‘estudante de cinema/documentário’ colombiana com o inglês perfeito e um muleque gringo muito arrogante e pouco informado ficaram indignados com a ‘falta de crítica aos governos no documentário’ ou seja, repetiram o que leram ou ouviram por aí… nem conseguir elaborar a pergunta direito eles conseguiram, a colombiana levou para o lado acadêmico – dizia que com o que ela estudou na faculdade (na california) o documentário não tinha sido feito de forma correta por não apresentar críticas aos governos latinos, a não ser é claro ao governo de Uribe (colombia) e do México. (Talvez ela possa dar algumas aulinhas ao Oliver Stone) Já o arrogante jovem americano, falou que para ele não poderiam dizer que as críticas mostradas no filme (que são realmente mostradas toda vez que passa um clipe da mídia americana ou até mesmo de pronunciamentos de representantes do governo dos EUA) servem como críticas, que ele gostaria de ver críticas verdadeiras, que ele não assiste Fox news etc… quando foi respondido que existem críticas verdadeiras e que bastaria ele buscar na internet publicações dos movimentos sociais desses países para conhece-las o rapaz não ficou satisfeito. Para ele isso deveria estar no filme.

Para não ser injusta vou deixar claro que sim, concordo com o rapaz. Mas o que ele e a estudante de ‘cinema/documentário’ não entenderam era que o filme de Oliver Stone não é necessáriamente sobre os governos e o que vem acontecendo nesses países, se fosse, aí sim ele deveria ter entrevistado os movimentos, ou melhor, o povão. Eles pensaram isso porque assistiram o filme com um ‘pre-conceito’ de que era uma propaganda para esses governos – já que é apenas isso que você ouve falar do filme por aí. Não entenderam que o objetivo do Oliver Stone não é fazer propaganda para Chavez, Lula, Lugo, Correia e cia. Era mostrar ao público americano o absurdo que eles recebem como informação sobre o que vem acontecendo no resto do mundo, inclussive no filme ele compara essa ‘desinformação’ da mídia norte-americana sobre a América Latina com a desinformação produzida por ela em relaçao ao Iraque – antes dos EUA entrarem em guerra com este país. Tem um clip looongo do Michael Moore na CNN dando um puta esporro no jornalista da CNN falando ‘por que vocês não falaram isso que falam hoje quando o governo estava ameaçando invadir o Iraque?’ – ‘A culpa é de vocês e de toda a mídia que ficou produzindo ‘factóides’ para alimentar a idéia de que precisávamos invadir o Iraque e agora, 5 anos depois, vocês vem com a cara limpa criticar a guerra??’.

Enfim, vale a pena ver o filme, Oliver Stone mais uma vez faz um grande trabalho e mostra que o PIG norteamericano serve como cartilha para os PIGs latinos. Fico triste que gente como essas por aí, de cabeça tão fechada, não conseguiram entender isso. E preferem ficar apegados a uma posição vazia sobre o filme (de que é propaganda) do que agir contra o PIG nacional q eles têm e contra a política externa do seu governo.

O Custo da Guerra para quem vive em San Francisco, California

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Aí vem o desespero machucando o coração Eu me entrego por inteiro implorando o seu perdão…

Além da prisão do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), as seguidas enchentes enfrentadas pela população paulistana provocaram desgaste na administração Kassab num momento em que Serra reúne coragem para trocar a hipótese de reeleição por uma disputa que promete ser difícil pela Presidência da República.

Fora isso, o próprio Serra reclamou pessoalmente com Kassab de duas medidas impopulares adotadas pela gestão: o reajuste do IPTU e das tarifas de ônibus. Segundo tucanos, Serra se queixa especialmente do fato de o anúncio ter sido previamente antecipado, “sangrando” por dias.

Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u697236.shtml

Adagio A Mi Pais – Alfredo Zitarrosa

en mi país, que tristeza
la pobreza y el rencor
dice mi padre que ya llegará
desde el fondo del tiempo otro tiempo
y me dice que el sol brillará
sobre un pueblo que él sueña
labrando su verde solar
en mi país que tristeza
la pobreza y el rencor

tú no pediste la guerra
madre tierra, yo lo sé
dice mi padre que un solo traidor
puede con mil valientes
él siente que el pueblo, en su inmenso dolor
hoy se niega a beber en la fuente
clara del honor
tú no pediste la guerra
madre tierra, yo lo sé

en mi país somos duros
el futuro lo dirá
canta mi pueblo una canción de paz
detrás de cada puerta
está alerta mi pueblo
y ya nadie podrá
silenciar su canción
y mañana también cantará
en mi país somos duros
el futuro lo dirá

en mi país, que tibieza
cuando empieza a amanecer
dice mi pueblo que puede leer
en su mano de obrero el destino
y que no hay adivino ni rey
que le pueda marcar el camino
que va a recorrer
en mi país, que tibieza
cuando empieza a amanecer

en mi país somos miles y miles
(en mi país)
de lágrimas y de fusiles
(brillará)
un puño y un canto vibrante
(yo lo sé)
(el sol del pueblo arderá)
una llama encendida, un gigante
(nuevamente alumbrando mi tierra)
que grita, adelante, adelante

OBAMA LEIA O LIVRO!!! (Veias Abertas da América Latina)

En honduras no pasa nada, todo tranquilo GOLPE DE ESTADO

Possada Carriles – Terrorismo Made in the USA

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

Parte 5:

Parte 6:

Parte 7:

Parte 8:

Parte 9:

Petição contra a ampliação das pistas da Marginal Tietê (SP)

Assine aqui.

Nós, arquitetos membros do Grupo de Patrimônio do IAB-SP – INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL – SĂO PAULO, achamo-nos no dever profissional e cidadăo de redigir este documento público, através do qual manifestamos nossa total perplexidade e repúdio ao projeto de ampliaçăo das pistas da via Marginal do rio Tietê ao longo de 15 quilômetros a partir do anel viário conhecido como “Cebolăo”, e igual ou maior repúdio à construçăo de duas alças de acesso para fazer a ligaçăo entre a via expressa (Marginal do Tietê) e duas avenidas locais (Avenida Tiradentes e Avenida Cruzeira do Sul).

Em total contradiçăo com o projeto do Rodoanel – que corretamente objetiva desafogar o tráfego veicular da área urbana do município –, a ampliaçăo do número de faixas de rolamento das Marginais do Tietê constitui-se num indutor à circulaçăo de veículos naquela área central da cidade, negando todo o embasamento conceitual de tráfego que guiou os estudos de implantaçăo do Rodoanel.

O projeto pretendido zomba, também, do massivo investimento que foi feito, pelo Governo do Estado, na recuperaçăo dos taludes do rio Tietê através da implantaçăo de rico projeto paisagístico que incluiu o plantio de árvores, árvores que serăo totalmente suprimidas, assim como a área permeável dos taludes e faixa ciliar do rio, para dar lugar a pistas de rolamento.

Nas grandes metrópoles do mundo – veja-se o recente exemplo da cidade de Seul, Coréia, visitada pelo Prefeito de Săo Paulo no mês de maio –, os rios vêm merecendo tratamento oposto: projetos que abordam os rios como marcos hidrográfico do território urbano, e que se apropriam desses marcos como elementos de qualificaçăo da paisagem urbana, inibindo a sua conexăo com o automóvel, incentivando a sua conexăo com o pedestre e com a vegetaçăo urbana.

As duas alças viárias pretendidas constituem-se em equívoco maior, por diversas razơes urbanísticas.

Primeiro equívoco: o projeto baseia-se numa premissa estreita, reduzindo a questăo à soluçăo de um problema de tráfego veicular, qual seja: eliminar pontos de estrangulamento de tráfego. Ora, desafoga-se aqui, empurrando para adiante o ponto de estrangulamento – pois a quantidade
de veículos circulando năo diminui com essa providência. Isto é racional?

Segundo equívoco: Para “empurrar” para outro local o ponto de estrangulamento, vale o custo de rasgar e poluir a paisagem com viadutos? Note-se um dado importante: todas as pontes urbanas que cruzam o rio Tietê ligam vias locais e, como tal, têm seu traçado bastante ortogonal e perpendicular ao rio. As duas alças pretendidas têm, ao contrário, traçado em curva, denunciando sua mera funçăo rodoviarista, incompatível com o caráter urbano das pontes existentes.

Terceiro equívoco: o projeto das duas alças carece de um mínimo de sensibilidade e de compreensăo do caráter da paisagem urbana paulistana daquele trecho da cidade, pois se intromete nas visadas do conjunto da Ponte das Bandeiras, a mais bonita e bem composta, do ponto de vista
arquitetônico, das pontes que atravessam todos os rios da cidade de Săo Paulo.

A Ponte das Bandeiras carrega alto valor simbólico, pois está implantada no exato local onde no passado existiu a antiga Ponte Grande, a primeira que transpôs o rio mais paulistano da cidade. O comprometimento da visăo do conjunto da Ponte das Bandeiras (ponte-tabuleiro, cabeceiras, torres) será deletério, definitivo e irreversível, caso vingue a construçăo das inadequadas alças rodoviárias sobre o rio.

Por prever os prejuízos urbanísticos da realizaçăo da ampliaçăo das Marginais do Tietê, e principalmente os prejuízos paisagísticos decorrentes de uma eventual construçăo das duas alças viárias, somos impelidos a solicitar a todos os atores e instâncias responsáveis pela viabilizaçăo desse equivocado empreendimento rodoviarista que avaliem cautelosamente o projeto, e decidam pelo bem da preservaçăo da história, da memória e do decoro urbanístico.

Pô, comparar com senador é foda…

Primeira chamada:

Senadores apresentam pedido de censura a Lula por chamar oposição de pizzaiola

Segunda chamada:

Pizzaiolos criticam Lula por comparação com senadores

É verdade! A primeira pode ser lida “>aqui e a segunda aqui. No site do sindicato você pode acompanhar a repercussão da notícia.

Você ainda acredita na mídia corporativa?

Mais um exemplo de como a mídia corporativa manipula a informação. Saiu no site cubadebate uma matéria mostrando como que a imprensa Hondurenha manipulou a foto de Isy Obed Murillo, morto no domingo passado (05/07/2009) com um tiro na cabeça disparado pelos militares que faziam guarda no aeroporto de Tegucigalpa. Muita gente acompanhou os fatos ao vivo pela Telesur e viu como que os militares e a polícia atacou de forma covarde milhares de manifestantes pacíficos que esperavam pelo avião do presidente Zelaya.

Na matéria o jornal La Prensa simplesmente esconde o sangre que aparece na foto onde Isy Obed Murillo, já morto, é carregado por outros manifestantes:

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Páginas do jornal com as fotos:

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Detalhe da página do jornal La Prensa aonde se vê o conjunto de fotos publicadas:

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Zoom na foto manipulada:
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Foto original:

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Ahh, mas não vamos dar todo o crédito da manipulação da informação para a imprensa Hondurenha. No Brasil a Folha, da famosa ‘Ditabranda’, continua publicando em todos os seus artigos sobre o Golpe em Honduras, a declaração do chanceler Ortez do governo do presidente golpista Micheletti, de que os disparos vieram dos próprios manifestantes. Ignorando completamente as imagens ao vivo do momento em que o exército e a polícia atacaram de forma brutal e covarde os manifestantes que esperavam de forma pacífica o avião do presidente Zelaya.

O chanceler Ortez, confirmou nesta segunda-feira a morte de duas pessoas em confronto entre a polícia e manifestantes. O chanceler afirmou ainda que a polícia “não fez nenhum disparo” e culpou os próprios manifestantes pelas mortes.